
Até há pouco tempo o roteiro turístico gaúcho se restringia à região da serra, às missões e ao Itaimbézinho. Não mais. A partir de fevereiro de 2008 passou a existir uma interessante alternativa, uma nova rota turística e cultural chamada de Caminho dos Moinhos.
Por iniciativa de uma série de pessoas iluminadas, aliadas à Associação dos Amigos dos Moinhos do Alto do Vale do Taquari e com o apoio decisivo da Nestlé, decidiu-se recuperar uma série de moinhos coloniais ainda existentes na região central do Rio Grande do Sul, e integrá-los como parte de um circuito turístico e cultural.
Além da recuperação dos moinhos, o projeto prevê a construção de atividades complementares junto a cada um dos moinhos.
O primeiro ponto do Caminho dos Moinhos acaba de ser inaugurado em Ilópolis. Trata-se do Moinho Colognese, junto ao qual foi construido o Museu do Pão e a Escola de Panificação.
Esse pequeno conjunto vale o esforço de um deslocamento de duas horas e meia até Ilópolis. O moinho, recuperado com competência e funcionando plenamente, é emoldurado por uma edificação nova que se encaixa perfeitamente no local, sem qualquer extravagância ou espetacularidade.
O edifício que abriga o Museu do Pão e a Escola de Panificação, de autoria do escritório paulista Brasil Arquitetura (Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci) é fruto de um projeto respeitoso, correto e integrador, sem deixar de ter caráter próprio e identidade formal. Não há nessa obra qualquer sentimentalismo barato, nenhuma tentativa de criar um filhote do moinho ou parecer “colonial”. Se trata de arquitetura moderna da melhor estirpe, realizada com materiais e técnicas correntes. Um raro exemplo em que a personalidade do arquiteto desaparece por trás da obra, que é o que realmente importa.
É reconfortante encontrar neste estado um programa cultural de tal relevância, concretizado com o auxílio de arquitetura de tal qualidade. É, nos dois âmbitos, a melhor coisa acontecida no RS em muitas décadas.
Para mais imagens do Museu do Pão, veja o slide show abaixo.
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OBS.: Comentários são muito bem vindos e será um prazer respondê-los mas só serão publicados e respondidos aqueles que tiverem autoria (nome + email, por favor). Obrigado.
Por iniciativa de uma série de pessoas iluminadas, aliadas à Associação dos Amigos dos Moinhos do Alto do Vale do Taquari e com o apoio decisivo da Nestlé, decidiu-se recuperar uma série de moinhos coloniais ainda existentes na região central do Rio Grande do Sul, e integrá-los como parte de um circuito turístico e cultural.
Além da recuperação dos moinhos, o projeto prevê a construção de atividades complementares junto a cada um dos moinhos.
O primeiro ponto do Caminho dos Moinhos acaba de ser inaugurado em Ilópolis. Trata-se do Moinho Colognese, junto ao qual foi construido o Museu do Pão e a Escola de Panificação.
Esse pequeno conjunto vale o esforço de um deslocamento de duas horas e meia até Ilópolis. O moinho, recuperado com competência e funcionando plenamente, é emoldurado por uma edificação nova que se encaixa perfeitamente no local, sem qualquer extravagância ou espetacularidade.
O edifício que abriga o Museu do Pão e a Escola de Panificação, de autoria do escritório paulista Brasil Arquitetura (Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci) é fruto de um projeto respeitoso, correto e integrador, sem deixar de ter caráter próprio e identidade formal. Não há nessa obra qualquer sentimentalismo barato, nenhuma tentativa de criar um filhote do moinho ou parecer “colonial”. Se trata de arquitetura moderna da melhor estirpe, realizada com materiais e técnicas correntes. Um raro exemplo em que a personalidade do arquiteto desaparece por trás da obra, que é o que realmente importa.
É reconfortante encontrar neste estado um programa cultural de tal relevância, concretizado com o auxílio de arquitetura de tal qualidade. É, nos dois âmbitos, a melhor coisa acontecida no RS em muitas décadas.
Para mais imagens do Museu do Pão, veja o slide show abaixo.
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